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[ resenha ] A Última Casa da Rua, Jonathan Mostow

aultimacasadaruaA Última Casa da Rua (iD) é baseado no filme homônimo estrelado por Jennifer Lawrence e Max Thieriot, que estreia dia 7 de dezembro nos cinemas nacionais. O roteirista do filme, David Loucka, assina a obra junto com Lily Blake (quem romanceou o roteiro) e Jonathan Mostow (responsável pela história original).

A história começa quando mãe e filha, Sarah e Elissa respectivamente, decidem que merecem um recomeço em suas vidas. A relação sempre fora conflituosa e piorou quando Sarah e o pai de Elissa (um músico que vive em turnês ao redor do mundo) se separaram. Então, saem de um pequeno apartamento na cidade grande e vão morar em uma boa casa em uma antiquada cidade rural.

Não esperavam, porém, que fossem cercadas por estranhos acontecimentos – provenientes, principalmente da casa vizinha, onde mora o jovem Ryan. Todos na cidade evitam o garoto, uma vez que seu passado é marcado pelo terror: sua irmã mais nova, doente, assassinou os pais.

Elissa não se importa com isso e se torna amiga de Ryan, contrariando sua mãe. Mal ela sabe que essa aproximação a levaria para um perigoso mistério que poderia custar a sua vida.

“Parado no quarto, ele continuou observando as sombras no chão. Do lado de fora, trovoava. A chuva tinha começado a cair novamente, molhando as cortinas. John se levantou e deu alguns passos tentando se orientar na escuridão. Estava prestes a chamar o nome da esposa, quando a porta se abriu. Sua filha entrou rapidamente, o cabelo bagunçado na frente do rosto e o martelo sangrento em uma das mãos…”

Para um livro baseado em um filme (roteiro), A Última Casa da Rua é uma agradável surpresa. Com uma narrativa concisa, os autores conseguiram balancear as descrições do dia-a-dia e situações corriqueiras com o suspense.

A obra é fininha e flui bem. Não precisa mais que uma tarde para lê-la. A narrativa em terceira pessoa, e alternando dois pontos de vista, ajuda essa agilidade textual.

Os personagens são até bem trabalhados – dentro do que dá para se esperar de 180 páginas. Ao menos, o suficiente para que o leitor consiga visualizá-los e até mesmo se identificar com eles.

Mas é aquilo… História bem clichezinha, né? Altamente previsível. Mas, escrita direitinho e com explicações críveis. Então, para mim, tá valendo. Tela Quente com pipoca e guaraná.

Em relação à parte gráfica, curti a capa. Simples, mas com o clima do livro. Não me incomodou ser a mesma foto do poster do filme. Internamente, os detalhes fazem a diferença, com páginas ilustradas no início de cada capítulo. A iD costuma caprichar mesmo, e repetiu o feito.

O livro é bacaninha, gente. Nada arrebatador, mas um bom entretenimento para uma noite mais parada. Vá sem muita expectativa e seja feliz.

Avaliação:   (3/5)
Autor(a): Lily Blake, David Loucka, Jonathan Mostow
Editora: iD
Ano: 2012
Páginas: 184
Valor: $20 a $30

10 comentários a “[ resenha ] A Última Casa da Rua, Jonathan Mostow”

  1. Eu adoro suspenses e um bom mistério e amei a capa desse livro. Desde então estou louca para lê-lo. O meu está chegando em breve, aí poderei dizer.

    Vou encarar o clichê e tomara que eu goste.

    Thais Vianna
    @dathais

  2. Acabei de conhecer seu blog e achei ele bem legal. Já estou seguindo =) Agora te convido a conhecer o meu, seguir e claro deixar sua opinião.

    Parabéns pela resenha, aonda não li esse livro mas vi o filme e achei bem forte mas interessante!!!
    Bjos e sucesso!!!

  3. rsrsrs Devia ter passado no blog mais cedo. Acabei de pedir esse livro em troca no skoob e estou percebendo que fiz besteira..rs
    Não que seja de todo ruim, como vc mesma citou,mas tava apostando num ótimo suspense e me pareceu que deixa a desejar né?
    Se bem que gosto dos livros água com açucar, tranquilos…então, talvez não seja de todo perdido..rs

    Beijos flor

  4. Nossa!
    Sério que são só 180 páginas? o.O
    Esperava mais!

    Eu meio que desisti de suspense (depois de ler os livros do Harlan, todos os demais pra mim são meros amadores), mas como estou afim de assistir o filme, acho que vou me aventurar neste (mesmo que o final seja clichê).

    Beijinhos Gleice!

    Dani / @daride

  5. Estou equivocado ou cada vez mais surgem livros quase idênticos a esse? Os romances parecem ser bem rasos e com um conteúdo pouco aproveitável. Claro que há ocasiões em que não temos vontade de ler um livro sério, denso e, para essas horas, um romance adocicado como esse pode servir como uma alternativa.
    Entretanto, com um número cada vez maior de livros publicados, além dos já consagrados, creio que é uma tarefa quase impossível dedicar tempo para um livro tão mediano.
    No mais, obrigado por mais uma resenha bem elaborada.

  6. Ha um bom tempo nao leio mistérios, ainda nao assisti o filme porem gostei da historia, mas nao gostei da capa não.
    O livro é pequeno menos de 200 paginas.

  7. Gente o livro é muito fino ;/ Ah não gosto.
    Eu adoro livros de suspense, mas já que você disse que é previsível vou até pular a leitura, porque odeio não ficar surpreendida com um livro.
    beijos

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