E mais um mês se passou, queridos. Março já era e, apesar de ser um mês extenso, não li loucamente. Abril tá indo pelo mesmo caminho. O bom, entretanto, é que minhas leituras estão mais seletivas; isso significa: estou valorizando qualidade em detrimento da quantidade. E posso dizer que o saldo de Março foi positivo. No total, foram 8 livros lidos ao longo de 2.260 páginas.

O destaque ficou para a série Os Lobos de Mercy Falls (Calafrio e Espera – ainda falta ler Forever), de Maggie Stiefvater, lançados pela Editora Agir; A Garota do Outro Lado da Rua, de Lycia Barros (Novo Século); e Por Favor Cuide da Mamãe, de Kyung-sook Shin (Intrínseca).  Só por esses títulos, dá pra perceber o quanto minha leitura anda diversificada. Primeiro, uma série sobre lobos, depois uma história de amor adolescente e, por último, um drama de família. Todos os quatro livros me surpreenderam – eu não esperava absolutamente nada deles. A trilogia conheci através de uma resenha da Biih (@hellostar) e a Kim (@blog_ultimo) depois me confirmou que os livros eram ótimos – e realmente são. O da Lycia me pegou desprevenida – há tempos que um livro teen me dizia tanta coisa. Tem conteúdo, é fofo, é pra todas as idades. Já a obra da coreana me fez refletir sobre o papel da família e, principalmente, da mãe. É uma história comovente, que  é impossível não se identificar.

Quatro livros ótimos que tive o privilégio de ler em Março!

Tiveram os livros bacana também. Nada de excepcional, mas que me entreteram, me deram um pouco de conhecimento e me fizeram refletir. O entretenimento ficou por conta de O Circo da Noite, de Erin Morgenstern (Intrínseca); já o conhecimento ficou a cargo de Sexo na Lua, de Ben Mezrich (Intrínseca); e a reflexão foi desencadeada pelo livro de Gabriel Chalita, com O Pequeno Filósofo (Globo). O circo proposto por Erin é inovador e realmente fantástico, com um romance bonito e mágico. Pena que pecou pela extensão na narrativa inicial. De sexo, o livro de Mezrich não tem nada, mas a história baseada em fatos reais é divertida e bem escrita – já até imagino um possível filme para o livro. Chalita levanta questões simples, mas importantes no livro que pretende ser a versão tupiniquim de O Pequeno Príncipe: a fórmula que o autor utilizou é bastante parecida com a do querido Antoine de Saint-Exupéry. O livro é bom, possui divagações interessantes, mas passa a impressão de ser pretensioso.

Conhecimento, entretenimento e reflexão nunca são demais.

A grande decepção mesmo ficou em um livro da Novo Conceito, que 90% das pessoas consideram maravilhoso: O Céu Está Em Todo Lugar, de Jandy Nelson. Uma palavra define o livro: enfadonho. Personagens fracos em meio a uma história mal abordada. Não vou me estender muito porque ainda vou postar resenha do livro, rs.

Nunca vou conseguir entender o estardalhaço feito por esse livreco…

Enfim, como viram, foi um bom mês de boas leituras, apesar de um deslize… Mas faz parte. :) E a leitura de vocês em Março, como foi? :)

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