[ #QueremosPictaMundi ] Petição para publicação! Vem, gente! o/

“Chegou a hora de a gente tentar falar para as editoras o que a gente quer ler.” Jackson Jacques sobre ‪#‎QueremosPictaMundi‬

Gente, estou sem palavras. O que dizer de um grupo que apadrinhou Picta Mundi com tanto carinho? Nunca imaginei que a Bienal me proporcionaria conhecer pessoas tão amorosas e generosas! Nunca imaginei que a brincadeira do OH MEU DEUS É A GLEICE COUTO pudesse chegar até aqui… Um “movimento” para publicação de Picta Mundi por uma editora, com petição e tudo!

Sempre disse que acreditava na força da blogosfera e vlogosfera, às vezes tão subestimada, e vocês são a prova disso! Obrigada a todos blogs, vlogs, inscritos, leitores que estão assinando a petição!

Ainda estou chocada e surpresa, mas com o coração transbordando de alegria por todos viverem esse sonho comigo. E, independente de conseguir publicação por um editora, já vale saber que tenho pessoas queridas torcendo por mim. Esse é o grande prêmio.

AH! MAS ASSINEM A PETIÇÃO POR VIA DAS DÚVIDAS. VAI QUE, NÉ? HAHAHAHAHAHAHA CLIQUEM AQUI PARA ASSINAR! <3

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Ah! Os vídeos dos amados que bolaram isso tudo! <3 #AmorDefine

No Meu Criado Mudo

Blogueiros e vlogueiros que apoiaram a causa em seus blogs/canais! #AmorDefineParte2

(Se você divulgou a petição, me avise que coloco o link aqui! ;)

De Cabeça Para Baixo
Um Papo Entre Páginas

[ resenha + SORTEIO ] O Reino das Vozes que Não se Calam, Carolina Munhóz & Sophia Abrahão @editorarocco

Sophie se esconde de todos e de si mesma: insegura, não consegue enxergar sua beleza e talento, e sente dificuldade em se relacionar com os outros. Seu dia a dia se perde entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying, e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos. Desamparada e sem coragem de lidar com seus problemas, ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calam e as criaturas encantadas se tornam reais. Um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar. Dividida entre a realidade e a fantasia, Sophie contará com a ajuda preciosa de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.

O Reino das Vozes que Não se Calam (Rocco) é o quarto livro de Carolina Munhóz, e o primeiro que escreve em parceria (com a atriz/cantora/ex-Rebelde Sophia Abrahão). A Munhóz eu já conhecia, ela traz em seu currículo os livros A Fada, O Inverno das Fadas e Feérica, mas confesso que, por incrível que pareça, até então não fazia ideia de quem era Sophia Abrahão. Descobri que a moça tem um fandom gigante e bem apaixonado, os tirulipos. Logo que saiu a notícia de que escreveriam um livro juntas, a promessa era que mesclariam os “mundos” das duas: escrita os tirulipos. Então, não sabia muito bem o que esperar.

O bacana é que me surpreendi, porque esperava um livro muito menos denso do que O Reino das Vozes que Não se Calam é. Pensei que seria uma leitura leve e com situações amenas, mas nada disso. Nas entrelinhas percebi questões sérias tratadas com o devido cuidado. Gosto de pensar que a literatura jovem pode passar algo mais que diversão quando vista sob uma ótica mais apurada. Temas como bullying, depressão, suicídio, transtorno alimentar e outros são abordados sem camuflagem de palavras.

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[ resenha ] Fama & Loucura, Neil Strauss

Em Fama e Loucura, Neil Strauss (que já trabalhou por mais de vinte anos em algumas das maiores publicações do mundo — como o jornal The New York Times e a revista Rolling Stone) revela 228 entrevistas com alguns dos maiores nomes da música, do cinema e da TV que nunca chegaram a ser publicadas, mostrando os momentos mais insanos e as experiências mais incomuns que já teve com pessoas famosas. Acompanhe as aventuras do autor, enquanto ele bebe com Bruce Springsteen, janta com Gwen Stefani, entra na mesma banheira que Marilyn Manson, fala sobre fama com David Bowie e muito mais.

Adoro entrevistas, tanto ler quanto fazê-las. É sempre bacana conhecer a pessoa por detrás da arte, das ideias. Também considero um feito e tanto conduzir uma boa entrevista e, por isso, quando tenho a oportunidade, leio livros sobre o tema ou com entrevistas. Foi assim que Fama & Loucura, de Neil Strauss, editora BestSeller, caiu em minhas mãos. Eu já conhecia o trabalho do jornalista Neil (The New York Times, Rolling Stone), pois, por muito tempo, acompanhei seu excelente trabalho em jornais e revistas.

Fama & Loucura superou ainda todas as minhas expectativas. Não só porque reúne ótimas entrevistas, mas também, e principalmente, pelo modo como elas foram organizadas. Percebe-se o cuidado do autor em colocar um elo entre elas e de, assim, contar uma história única por intermédio de diversas vozes, sem soar esquizofrênico. Ele mostrou que tudo faz parte de um todo, por mais diferente (e estranhas) as pessoas possam ser, e que você pode se conectar a elas, apesar de tudo.

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[ resenha ] Carta de Amor aos Mortos, Ava Dellaira @editoraseguinte

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Tô com um problema sério com livro juvenis que tratam de morte na família (geralmente irmão/irmã) e protagonista fica naquele lenga lenga… Sei que pode parecer insensível da minha parte, mas é que já li tantos livros do tipo (Passarinho, O Céu Está em Todo Lugar…) e todos seguem exatamente a mesma fórmula. Cansa. Não há quem aguente. Nova vida, novo colégio, novos amigos e o fantasma da morte de um membro da família assombrando todos.

O que dói mais é constatar que Carta de Amor aos Mortos, da escritora Ava Dellaria, publicado pela Seguinte, é bem escrito. Tem uma trama com conflitos interessantes e que se sustentam bem, uma narrativa ok, mas a velocidade dos fatos e os personagens me deram um pouco de sono. Senti que lia, lia, lia e não sai do lugar. O mesmo drama repetido over and over and over again.

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